Todas as semanas reveja uma personalidade que por motivos muito diversos está ligada à História da Anestesia. Esta semana, o escolhido é Theodoric de Lucca!…
Hoje, vamos recuar no tempo para falar um pouco sobre Theodoric Borgogn
oni (Theodoric de Lucca) (1205–1298).
Médico italiano e bispo foi um dos cirurgiões mais marcantes da idade média. A sua actividade foi assinalada por ser considerado o responsável pela introdução e promoção de avanços médicos significativos como por exemplo a base dos processos anti-sépticos na cirurgia e no uso de anestésicos.
Estudou Medicina na Universidade de Bolonha altura em que se tornou num bispo dominicano. Nos anos da década de 1240, tornou-se médico do papa Inocêncio IV.
O seu principal trabalho médico foi o livro “Cyrurgia” um tratado cobrindo todos os aspetos da cirurgia, nomeadamente e entr
e outros, o tratamento de feridas torácicas e abdominais e o tratamento de alguns cancros. Este trabalho corta com práticas médicas tradicionais herdadas dos antigos gregos e árabes. Defendeu o princípio da limpeza das feridas, ao contrário dos antigos cirurgiões que defendiam o desenvolvimento de pus nas feridas como fazendo parte do processo curativo. Para isso advogou a realização de pensos sobre as feridas embebidos em vin
ho como desinfectante. Também promoveu o uso de anestésicos durante a cirurgia. Para isso usava uma esponja embebida em ópio e mandrágora.
É assinalável a visão deste médico que na época em que viveu desenvolveu este conceito de impregnação das feridas com analgésicos, prática que hoje em dia ainda se mantém num estado primário de desenvolvimento.
Faleceu em 24 de dezembro de 1298.
Na próxima semana, descubra porque é que Peter Mark Roget, mereceu as honras de ser nomeado por este “site”!

a editora de 100.
dúvida admirado estes sentimentos.
einrich Irenaeus Quincke. Filho de um destacado médico (Hermann Quincke), foi doutorado em 1863 pela Universidade de Berlim, tendo estudado previamente nas Universidades de Heidelberg e de Wurzburg. Entre 1865 e 1871 exerceu medicina como internista entre Viena e Berlim.
(1872), postulou o interesse da drenagem do líquido céfalo-raquidiano como forma de tratar a hidrocefalia nas crianças. Os resultados encorajadores que obteve, conduziram ao desenvolvimento da técnica da punção lombar. Mediu as pressões do líquido céfalo-raquidiano, determinou a concentração proteica e de glucose e descreveu a associação de níveis baixos de glucose na meningite purulenta. Diagnosticou a meningite tuberculosa ao isolar bacilos de Koch no líquido céfalo-raquidiano.
abastada dedicou-se à Medicina com todo o seu empenho e devoção. Estudou nas universidades de Rostock e Leipzig sempre com óptimo aproveitamento e estabeleceu-se como médico na sua cidade natal depois de ter percorrido grande parte da Europa onde adquiriu muita experiência. Quistop fica definitivamente ligado à Anestesia quando em 20 de Julho de 1718 no grande auditório da Universidade de Rostock, defende publicamente a sua tese intitulada “De Anesthesia”. Escrita em latim, esta palavra era sobremaneira invulgar nesta época. Apenas na Grécia e Roma Clássicas este termo tinha sido utilizado e com significados variados sendo um deles “um estado de insensibilidade”… A única aparição desta palavra no moderno mundo ocidental até então é referida no “Castelli´s Lexicon Medicum Graeco Latinum”, publicado em 1713. A sua definição era a “privação dos sentidos”!… Quistorp na sua tese define a Anestesia como “uma perda de sensação, espontânea, profunda, mais ou menos persistente, por todo o corpo excepto nos órgãos que são responsáveis pelo pulso e pela respiração.” Descreve também muitas etiologias para esta situação, incluindo “vapores que ao entrarem no corpo podem produzir anestesia”. Notável é também a sua definição de 4 estados de profundidade que vão da “verdadeira anestesia – catalepsia” até ao estado de letargia!
encorajadores levaram-no a realizar uma segunda transfusão num vigoroso homem de 45 anos que se encontrava paralisado numa cadeira de rodas. Administrou-lhe sangue de carneiro e o doente retomou o seu trabalho no dia seguinte! Após estes bons resultados outros se seguiram menos bons, o que começou a alimentar uma controvérsia crescente sobre as transfusões. Esta controvérsia atingiu o auge após a morte de um paciente. Foi acusado de homicídio pela mulher e apesar do tribunal o ter sentenciado como inocente, proibiu a realização de mais transfusões sanguíneas.
Com estes maus resultados Denis tornou-se mais céptico em relação aos benefícios das transfusões, pelo que se dedicou com maior interesse a outras ciências e à matemática, não voltando a praticar medicina ou a realizar novas transfusões sanguíneas. Pouco tempo depois as transfusões foram banidas da Europa.
se em medicina na Universidade de Viena. Provido de recursos, dedicou-se a longos estudos científicos, chegando a dominar os conhecimentos de seu tempo, época de acentuado orgulho intelectual e cepticismo. Era um trabalhador incansável, calmo, paciente e ainda um exímio músico.
os membros dessa comissão, que acabou por constatar a veracidade das curas- Porém as atribuíram não ao magnetismo animal, mas a outras causas fisiológicas desconhecidas…
e uma força maravilhosa de sugestão sobre os enfermos.”
Beddoes. Formado em Medicina em 1786 pela Universidade de Oxford, é no final desta década que Thomas Beddoes tenta implementar o conceito introduzido por Joseph Priestley das aplicações terapêuticas dos “factitious airs” e outros gases e vapores. Com o desenvolvimento das suas ideias, funda em 1798 o Instituto Pneumático para a Terapêutica com Gás Inalado em Clifton e contrata Humphry Davy como Director de Pesquisas. As suas experiências com protóxido de azoto e muitos outro
s gases iniciam-se no ano seguinte. Em 1799 Beddoes publica um pequeno livro descrevendo pormenorizadamente algumas das experiências humanas com inalação de protóxido de azoto. Apesar do Instituto Pneumático ter tido uma vida efémera (foi encerrado em 1802), representa a fusão entre a Medicina e a Química numa nova ciência intitulada a Medicina Pneumática.
s e políticos, Beddoes é autor do livro “Observations on the Nature of Demonstrative Evidence” publicado em 1793 e que discute o livro do grande filósofo alemão Immanuel Kant intitulado “Critique of Pure Reason”. Esta sua faceta político-filosófica que culminou com o apoio à Revolução Francesa trouxe-lhe inúmeros dissabores e perseguições políticas.
vida, a considerável reputação científica de Priestley baseou-se na invenção da “água carbonatada”, nos seus escritos sobre a electricidade, e na descobertade vários “ares” (gases), sendo a mais famosa das suas descobertas o “ar deflogisticado” (oxigénio). Em relação a este gás, também Carl Wilhelm Scheele e Antoine Lavoisier reivindicara
m a sua descoberta. Tal facto deve-se a Priestley ter escondido durante algum tempo a descoberta deste gás.
publicações, combinada com o seu apoio directo à Revolução Francesa, suscitou suspeitas governamentais. Acabou por ser obrigado a fugir para os Estados Unidos da América após os distúrbios de Birmingham, em 1791.
periências que acabariam por levar à descoberta da fotossíntese. Isolou o monóxido de carbono (CO), mas aparentemente não percebeu que se tratava de um “ar” distinto.
e.

sia endovenosa que só virá a ter um desenvolvimento significativo cerca de dois séculos mais tarde com Pierre Oré.
